Obrigada por visitar meu blog

Para conseguir a paz tão sonhada, é preciso que, conscientemente, cada um de nós assuma três atitudes no dia-a-dia: a reverência (respeito à vida e a tudo o que for vivo), o companheirismo (convívio amoroso e cordialidade) e compaixão (preocupação sincera com a dor e o bem-estar emocional do outro). Pare para refletir e perceba qual dessas qualidades você ainda precisa desenvolver.

Depois, se você realmente pretende viver uma vida de paz, tente melhorar suas atitudes e coloque definitivamente a reverência, o companheirismo e a compaixão em prática.


Paz no Mundo

Paz no Mundo

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Porque pesquisar é importante para o ser humano???

Tem dúvidas, então se mexa e vá pesquisar!!!



Porque pesquisar é importante para o ser humano???

Uma pesquisa é um processo sistemático de construção do conhecimento que tem como metas principais gerar novos conhecimentos e/ou corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente. É basicamente um processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza quanto da sociedade na qual esta se desenvolve. A pesquisa como atividade regular também pode ser definida como o conjunto de atividades orientadas e planejados pela busca de um conhecimento. Ao profissional da pesquisa (especialmente no campo acadêmico), dá-se o nome de pesquisador.

Pesquisa bibliográfica

A pesquisa bibliográfica abrange a leitura, análise e interpretação de livros, periódicos, documentos mimeografados ou xerocopiados, mapas,fotos, manuscritos, etc. Todo material recolhido deve ser submetido a uma triagem, a partir da qual é possível estabelecer um plano de leitura. Trata-se de uma leitura atenta e sistemática que se faz acompanhar de anotações e fichamentos que, eventualmente, poderão servir à fundamentação teórica do estudo.
Por tudo isso, deve ser uma rotina tanto na vida profissional de professores e pesquisadores, quanto na dos estudantes. Isso porque a pesquisa bibliográfica tem por objetivo conhecer as diferentes contribuições científicas disponíveis sobre determinado tema. Ela dá suporte a todas as fases de qualquer tipo de pesquisa, uma vez que auxilia na definição do problema, na determinação dos objetivos, na construção de hipóteses, na fundamentação da justificativa da escolha do tema e na elaboração do relatório final.
Encontram-se em Andrade (1999), Gil (1991), Severino (2000), entre outros, importantes diretrizes para o êxito na pesquisa bibliográfica, no que se refere à leitura, análise e interpretação de textos.

Pesquisa descritiva

O tipo de pesquisa que se classifica como "descritiva", tem por premissa buscar a resolução de problemas melhorando as práticas por meio da observação, análise e descrições objetivas, através de entrevistas com peritos para a padronização de técnicas e validação de conteúdo (THOMAS; NELSON; SILVERMAN, 2007).
A pesquisa descritiva usa padrões textuais como, por exemplo, questionários para identificação do conhecimento. O IBGE realiza pesquisas descritivas. A pesquisa descritiva tem por finalidade observar, registrar e analisar os fenônemos sem, entretanto, entrar no mérito de seu conteúdo. Na pesquisa descritiva não há interferência do investigador, que apenas procura perceber, com o necessário cuidado, a freqüência com que o fenômeno acontece. É importante que se faça uma análise completa desses questinários para que se chegue a uma conclusão.

Pesquisa laboratorial

Comumente, este tipo de pesquisa é confundido com pesquisa experimental, o que é um equívoco. Embora a maioria das pesquisas de laboratório seja experimental, muitas vezes as ciências humanas e sociais lançam mão de pesquisa de laboratório sem que se trate de estudos experimentais. Na verdade, o que caracteriza a pesquisa de laboratório é o fato de que ela ocorre em situações controladas, valendo-se de instrumental específico e preciso.
Tais pesquisas, quer se realizem em recintos fechados ou ao ar livre, em ambientes artificiais ou reais, em todos os casos, requerem um ambiente adequado, previamente estabelecido e de acordo com o estudo a ser realizado.
A Psicologia Social e a Sociologia, freqüentemente, utilizam a pesquisa de laboratório, muito embora aspectos fundamentais do comportamento humano nem sempre possam ou, por questões de ética, nunca devam ser estudados e/ou reproduzidos no ambiente controlado do laboratório. [[Não significa nada a pesquisa laboratorial.

Pesquisa Empírica

A pesquisa empírica se dá por tentativa e erro, e é realizada em qualquer ambiente.São investigações de pesquisa que têm como principal finalidade testar hipóteses que dizem respeito a relações de causa e efeito. Envolvem: grupos de controle, seleção aleatória e manipulação de variáveis independentes. Empregam rigorosas técnicas de amostragem para aumentar a possibilidade de generalização das descobertas realizadas com a experiência. Tipos: a pesquisa empírica pode ser realizada no laboratório e no campo.

Pesquisa de campo

A pesquisa de campo procede à observação de fatos e fenômenos exatamente como ocorrem no real, à coleta de dados referentes aos mesmos e, finalmente, à análise e interpretação desses dados, com base numa fundamentação teórica consistente, objetivando compreender e explicar o problema pesquisado. Ciência e áreas de estudo, como a Antropologia, Sociologia, Psicologia Social, Psicologia da Educação, Pedagogia, Política, Serviço Social, usam freqüentemente a pesquisa de campo para o estudo de indivíduos, grupos, comunidades, instituições, com o objetivo de compreender os mais diferentes aspectos de uma determinada realidade. Como qualquer outro tipo de pesquisa, a de campo parte do levantamento bibliográfico. Exige também a determinação das técnicas de coleta de dados mais apropriadas à natureza do tema e, ainda, a definição das técnicas que serão empregadas para o registro e análise. Dependendo das técnicas de coleta, análise e interpretação dos dados, a pesquisa de campo poderá ser classificada como de abordagem predominantemente quantitativa ou qualitativa. Numa pesquisa em que a abordagem é basicamente quantitativa, o pesquisador se limita à descrição factual deste ou daquele evento, ignorando a complexidade da realidade social (Franco, 1985:35).

Pesquisa acadêmica

A pesquisa acadêmica é realizada no âmbito da academia (universidade, faculdade ou outra instituição de ensino superior), conduzida por pesquisadores que, comumente docentes, estudantes universitários e pesquisadores independentes. A pesquisa acadêmica é um dos três pilares da atividade universitária, junto com o ensino e a extensão. Visa a produzir conhecimento para uma disciplina acadêmica, bem como, investigações relacionadas à prática dos processos de ensino-aprendizado. Visa a relacionar os aspectos objetivos e subjetivos da realidade que envolve o objeto a ser pesquisado.

acesse o link: pt.wikipedia.org/wiki/Pesquisa







Democracia - Ano Eleitoral 2010



Estamos próximo da eleição, então escolha bem seus candidatos, são eles que irão representar seu país, estado e município.

Origens 
A palavra democracia tem sua origem na Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo). Este sistema de governo foi desenvolvido em Atenas (uma das principais cidades da Grécia Antiga). Embora tenha sido o berço da democracia, nem todos podiam participar nesta cidade. Mulheres, estrangeiros, escravos e crianças não participavam das decisões políticas da cidade. Portanto, esta forma antiga de democracia era bem limitada.
Atualmente a democracia é exercida, na maioria dos países, de forma mais participativa. É uma forma de governo do povo e para o povo.  
Formas 
Existem várias formas de democracia na atualidade, porém as mais comuns são: direta e indireta. 
Na democracia direta, o povo, através de plebiscito, referendo ou outras formas de consultas populares, pode decidir diretamente sobre assuntos políticos ou administrativos de sua cidade, estado ou país. Não existem intermediários (deputados, senadores, vereadores). Esta forma não é muito comum na atualidade. 
Na democracia indireta, o povo também participa, porém através do voto, elegendo seus representantes (deputados, senadores, vereadores) que tomam decisões em novo daqueles que os elegeram. Esta forma também é conhecida como democracia representativa. 
Democracia no Brasil 
Nosso país segue o sistema de democracia representativa. Existe a obrigatoriedade do voto, diferente do que ocorre em países como os Estados Unidos, onde o voto é facultativo (vota quem quer). Porém, no Brasil o voto é obrigatório para os cidadãos que estão na faixa etária entre 18 e 65 anos. Com 16 ou 17 anos, o jovem já pode votar, porém nesta faixa etária o voto é facultativo, assim como para os idosos que possuem mais de 65 anos.
No Brasil elegemos nossos representantes e governantes. É o povo quem escolhe os integrantes do poder legislativo (aqueles que fazem as leis e votam nelas – deputados, senadores e vereadores) e do executivo (administram e governam – prefeitos, governadores e presidente da república).  
Você sabia

- Dia 25 de outubro comemora-se o Dia da Democracia.
Exercite a sua DEMOCRACIA...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Isaac Newton

Sir Isaac Newton (Woolsthorpe4 de janeiro de 1643 — Londres31 de março de1727) foi um cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha sido também astrônomoalquimistafilósofo natural e teólogo.
Sua obra, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, é considerada uma das mais influentes em História da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica.
Ao demonstrar a consistência que havia entre o sistema por si idealizado e as leis de Kepler do movimento dos planetas, foi o primeiro a demonstrar que o movimento de objetos, tanto na Terra como em outros corpos celestes, são governados pelo mesmo conjunto de leis naturais. O poder unificador e profético de suas leis era centrado na revolução científica, no avanço do heliocentrismo e na difundida noção de que a investigação racional pode revelar o funcionamento mais intrínseco da natureza.
Em uma pesquisa promovida pela instituição Royal Society, Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história da ciência. De personalidade sóbria, fechada e solitária, para ele, a função da ciência era descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional.
Newton nasceu em 4 de janeiro de 1643 em Woolsthorpe Manor, embora seu nascimento tivesse sido registrado como no dia de Natal, 25 de dezembro de 1642, pois àquela época a Grã-Bretanhausava o calendário gregoriano. Seu nascimento foi prematuro, não tendo conhecido seu pai, um próspero fazendeiro que também se chamava Isaac Newton e morreu três meses antes de seu nascimento. Sua mãe, Hannah Ayscough Newton, passou a administrar a propriedade rural da família. A situação financeira era estável, e a fazenda garantia um bom rendimento. Com apenas três anos foi levado para a casa de sua avó materna, Margery Ayscough, onde foi criado, já que sua mãe havia se casado novamente (um pastor chamado Barnabas Smith). O jovem Isaac não havia gostado de seu padrasto e brigou com sua mãe por se casar com ele, como revelado por esta entrada em uma lista de pecados cometidos até 19 anos de idade: "Ameaçar meu pai Smith e minha mãe de queimar sua casa com eles dentro." Tudo leva a crer que o jovem Isaac Newton teve uma infância muito triste e bastante solitária, pois laços afetivos entre ele e seus parentes não são encontrados como algo verdadeiro

Mais um pouco sobre Newton
O primeiro trabalho de Newton como professor Lucasiano foi em óptica. Ele havia concluído durante os dois anos de peste que a luz branca não é um entidade simples, como acreditavam todos desde Aristóteles. Embora o fato de que a luz solar produz várias cores ao passar por um prisma fosse conhecido, Giambattista della Porta, em seu De Refracione, publicado em Nápoles em 1558, usava a concepção de Aristóteles para dizer que as cores apareciam por modificação da luz. A aberração cromática (anéis coloridos em volta da imagem) de uma lente de telescópio convenceu Newton do contrário. Quando ele passava um feixe de luz solar por um prisma de vidro, um espectro de cores se formava, mas ao passar a luz azul por um segundo prisma, sua cor não mudava.
Newton argumentou que a luz branca era na verdade uma mistura de diferentes tipos de raios que eram refratados em ângulos ligeiramente diferentes, e que cada tipo de raio diferente produz uma cor espectral diferente. Newton concluiu, erroneamente, que telescópios usando lentes refratoras sofreriam sempre de aberração cromática. Ele então propôs e construiu um telescópio refletor, com 15 cm de comprimento.

Newton colocou um espelho plano no tubo, a 45°, refletindo a imagem para uma ocular colocada no lado. O telescópio de Newton gerava imagens nove vezes maior do que um refrator quatro vezes mais longo. Os espelhos esféricos construídos naquela época produziam imagens imperfeitas, com aberração esférica.
Newton foi eleito membro da Sociedade Real em 1672 após doar um telescópio refletor. Ainda em 1672, Newton publicou seu primeiro trabalho científico sobre luz e cor, no Philosophical Transactions of the Royal Society .
Seu livro Opticks só foi publicado em 1704, tratando da teoria da luz e cor e com (i) investigações da cor em películas finas (ii) anéis de interferência de Newton e (iii) difração da luz.

Seu trabalho mais importante foi em mecânica celeste, que culminou com a Teoria da Gravitação Universal. Em 1666 Newton tinha versões preliminares de suas tres leis do movimento. Ele descobriu a lei da força centrípeta sobre um corpo em órbita circular.
O cometa brilhante que apareceu em 1664 foi observado por Adrien Auzout no Observatoire de Paris, Christian Huygens (1629-1695) na Holanda, Johannes Hevelius em Danzig, e Robert Hooke na Inglaterra. Qual seria sua órbita? Tycho Brahe tinha suporto circular, Kepler dizia que era em linha reta, com a curvatura devido à órbita da Terra, mas as observações indicavam que a órbita fosse intrinsecamente curva, e Johannes Hevelius propôs que fosse elíptica. Em 1665 o francês Pierre Petit, em seu Dissertação sobre a Natureza dos Cometas propôs pela primeira vez que suas órbitas fossem fechadas, e que os cometas de 1618 e 1664 poderiam ser o mesmo cometa. Vinte anos mais tarde Halley especulou sobre o problema da gravitação em relação aos cometas. Sem conseguir resolver o problema, em agosto de 1684 ele propôs o problema a Newton. Newton disse que já havia resolvido o problema muitos anos antes, e que todos os movimentos no sistema solar poderiam ser explicados pela lei da gravitação. Um cometa na constelação de Virgem em 1680 tinha uma órbita claramente curva. Em 1682 um cometa ainda mais brilhante, que mais tarde levaria o nome de Halley, pode ter sua órbita bem determinada, confirmando o pensamento de Newton.
A idéia genial de Newton em 1666 foi imaginar que a força centrípeta na Lua era proporcionada pela atração gravitacional da Terra. Com sua lei para a força centrípeta e a terceira Lei de Kepler, Newton deduziu a lei da atração gravitacional.
Em 1679 Newton provou que a Lei das Áreas de Kepler é uma consequência da força centrípeta, e também que a órbita é uma elipse, para um corpo sob uma força central em que a dependência radial varia com o inverso do quadrado da distância ao centro.
Halley persuadiu Newton a escrever um trabalho completo sobre sua nova física e sua aplicação à astronomia, e em menos de 2 anos Newton tinha escrito os dois primeiros volumes do Principia, com suas leis gerais, mas também com aplicações a colisões, o pêndulo, projéteis, frição do ar, hidrostática e propagação de ondas. Somente depois, no terceiro volume, Newton aplicou suas leis ao movimento dos corpos celestes. Em 1687 é publicado o Philosophiae naturalis principia mathematica ou Principia, como é conhecido.

Principia é reconhecido como o livro científico mais importante escrito. Newton analisou o movimento dos corpos em meios resistentes e não resistentes sob a ação de forças centrípetas. Os resultados eram aplicados a corpos em órbita, e queda-livre perto da Terra. Ele também demonstra que os planetas são atraídos pelo Sol pela Lei da Gravitação Universal, e generalizou que todos os corpos celestes atraem-se mutuamente.
Newton explicou uma ampla gama de fenônemos até então não correlatos: a órbita excêntrica dos cometas; as marés e suas variações; a precessão do eixo da Terra; e o movimento da Lua perturbado pela gravidade do Sol.
Newton já explicava que o movimento de tres corpos sob uma força central só pode ser resolvido por aproximação, que a Lei da Gravitação Universal trata os corpos como pontos, e que os planetas não são pontos, nem ao menos esféricos, que o movimento das marés introduz perturbações no cálculo das órbitas, que precisam ser calculadas por aproximações.
Depois de sofrer um colapso nervoso em 1693, Newton abandonou a pesquisa para uma posição no governo em Londres, tornando-se Guardião da Casa da Moeda Real (1696) e Mestre(1699).
Em 1703 foi eleito presidente da Sociedade real, e foi re-eleito a cada ano até sua morte. Foi agraciado com o título de cavalheiro (Sir) em 1708 pela Rainha Anne, o primeiro cientista a receber esta honra.
Morreu em 31 de março de 1727 em Londres, Inglaterra.
Referência: Jean-Pierre Maury, Newton, the Father of Modern Astronomy, 1992, Harry N. Abrans, Inc. editor.

Leis de Newton
A Primeira Lei de Newton, ou Princípio da Inércia é uma das leis da Física. A partir das ideias de inércia de Galileu, Isaac Newton enunciou a sua Primeira Lei:
"Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo e uniforme, a menos que seja obrigado a mudar seu estado por forças a ele impressas."

 A Segunda Lei de Newton, também chamada de Princípio Fundamental da Dinâmica. Este princípio consiste na afirmação de que um corpo em repouso necessita da aplicação de uma força para que possa se movimentar, e para que um corpo em movimento pare é necessária a aplicação de uma força. Um corpo adquire velocidade e sentido de acordo com a intensidade da aplicação da força.Ou seja, quanto maior for a força maior será a aceleração adquirida pelo corpo.

A Terceira Lei de Newton também é conhecida como Lei da Ação-Reação.
"Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário".
Quando um corpo A exerce uma força sobre um corpo B, simultaneamente o corpo B exerce uma força sobre o corpo A de intensidade e direção igual mas em sentido oposto.
A força que A exerce em B e a correspondente força que B exerce em A constituem o par ação-reação dessa interação de contato (colisão). Essas forças possuem mesma intensidade, mesma direção e sentidos opostos. Ou seja:
Ao aplicarmos a terceira lei de Newton, não podemos esquecer que as forças de ação e reação:
§         estão associadas a uma única interação, ou seja, correspondem às forças trocadas entre apenas dois corpos;
§         têm sempre a mesma natureza (ambas de contato ou ambas de campo), logo, possuem o mesmo nome (o nome da interação);
§         atuam sempre em corpos diferentes, logo, não se anulam.



Sites pesquisados:

Galileu Galilei



Galileu Galilei: o popularizador da ciência
Inquieto, polêmico, criativo, ele simplificou e divulgou as teorias científicas. E com isso lutou por um mundo melhor
José Tadeu Arantes
Verão de 1609: um texto curioso chega às mãos do matemático e físico italiano Galileu Galilei (1564-1642). Era a descrição de um instrumento, construído na Holanda, que permitia enxergar coisas distantes como se estivessem próximas. Tomando por modelo essa luneta holandesa, Galileu fabrica, ele mesmo, um aparelho semelhante, capaz de aumentar nove vezes o tamanho aparente dos objetos. Tinha, na época, 45 anos, e, embora desfrutasse de um certo prestígio, como professor de matemática da Universidade de Pádua, não havia publicado ainda nenhum trabalho de peso. Sempre lutando com dificuldades financeiras, precisava dar aulas particulares para complementar o salário. Mas estava destinado a voar alto. Nos meses seguintes, não parou de aperfeiçoar o telescópio e apontou-o para o céu. As descobertas que realizou revolucionaram a cosmologia e elevaram sua fama à altura das estrelas. Tanto quanto por essas contribuições científicas, ele se imortalizou como popularizador da ciência e porta-voz de idéias novas e ousadas.

Durante os quase três anos em que esteve dominado pela febre da observação astronômica, Galileu verificou que:

Em vez de ser uma mancha esbranquiçada no firmamento, a Via Láctea era formada por "incontável multidão de estrelas amontoadas";

O número de "estrelas fixas" superava "mais de dez vezes as conhecidas anteriormente"
;

A superfície da Lua não era "perfeitamente lisa, livre de desigualdades, nem exatamente esférica", mas, "tal qual a superfície da própria Terra, diversa por toda parte, com montanhas elevadas e vales profundos";

Júpiter era circundado por quatro luas, "nunca vistas desde o começo do mundo";

As estrelas não tinham contornos definidos e circulares. Eram como chamas, que "brilham, vibram, cintilam". Ao passo que os planetas se apresentavam "sob a forma de pequenos globos redondos, uniformemente iluminados";

Vênus mostrava fases como as da Lua;

Saturno exibia uma protuberância na altura do equador, que ele atribuiu a duas pequenas luas opostas, bem próximas da superfície do planeta (tratava-se, na verdade, dos anéis, identificados pouco mais de 50 anos depois pelo matemático, físico e astrônomo holandês Christiaan Huygens);

As manchas solares eram "exalações" da própria superfície do Sol.

Carta na manga
Com suas descobertas astronômicas, Galileu derrubou uma concepção que dominava a cosmologia desde os tempos de Aristóteles, no século 4 a.C. O antigo filósofo grego dividira o cosmo em duas regiões diferentes. A Terra e suas imediações seriam formadas por uma mistura variável de quatro "elementos": terra, água, ar e fogo. Daí estarem sujeitas a mudanças constantes. A partir da órbita da Lua, porém, um outro tipo de matéria, a nobre "quintessência", tornava os corpos celestes perfeitos, eternos e imutáveis. Antes de Galileu, essa falsa idéia foi contestada por filósofos como Nicolau de Cusa (1401-1464) e Giordano Bruno (1548-1600) e astrônomos como Ticho Brahe (1546-1601) e Johannes Kepler (1571-1630). Faltava-lhes, porém, uma prova irrefutável, que pudesse contrapor à enorme autoridade de Aristóteles. Ao descobrir o relevo da Lua e constatar, pouco depois, que as manchas solares se deviam a "exalações" do próprio Sol, Galileu encontrou essa prova. Assim como a Terra, também os astros passavam por transformações. Deviam, portanto, ser compostos do mesmo tipo de matéria. Essa nova perspectiva permitiria que, meio século mais tarde, Isaac Newton (1642-1727) unificasse a física terrestre à física celeste e, sobre essa base, edificasse sua teoria da gravitação universal.

Em março de 1610, num livreto de apenas 24 páginas, que trazia o título latino de Sidereus Nuncius (Mensageiro das Estrelas), Galileu comunicou ao mundo a maior parte de suas descobertas astronômicas. Poucas vezes um relatório científico causou tanto impacto sobre a visão de mundo de seus contemporâneos. Johannes Kepler, talvez o maior astrônomo de todos os tempos, chorou de emoção ao lê-lo. E, em apenas 11 dias, escreveu um entusiasmado panfleto em sua defesa. A pronta acolhida de Kepler prenunciou o apoio que a obra iria conquistar nos meios cultos da Europa. Galileu dedicou o livro a Cosimo II, grão-duque da Toscana e chefe da poderosa família Medici. E batizou as luas de Júpiter com o nome de "astros mediceus". Em julho de 1610, Cosimo o nomeou "primeiro matemático e filósofo do grão-duque de Toscana" e "primeiro matemático da Universidade de Pisa", sem obrigação de residência e ensino. Galileu assumiu o cargo em setembro e passou a morar no Palácio Medici, em Florença. Pouco depois, viajou a Roma, onde foi recebido em triunfo. Sentiu-se então suficientemente prestigiado para jogar uma carta que trazia há anos escondida na manga. 

O
 inventor


Além de cientista, Galileu foi também um inventor de talento. E suas criações, todas elas feitas no início da carreira, lhe asseguraram importante remuneração extra. 

Ele construiu uma balança hidrostática (1586), uma bomba d'água para irrigar o solo (1593), um compasso geométrico de uso militar (1597) e o pulsilogium, um instrumento para diagnóstico médico destinado a medir a pulsação dos pacientes.

Debate teológico
Décadas atrás, ele havia aderido ao modelo heliocêntrico do polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), que afirma o movimento da Terra em torno do Sol. Jamais ousara defendê-lo publicamente, porém, com receio de ser hostilizado pela conservadora comunidade acadêmica, partidária de tudo que viesse do aristotelismo, inclusive o modelo geocêntrico do greco-alexandrino Cláudio Ptolomeu (século 2 d.C.), que fazia a Terra ficar imóvel no centro do cosmo. Com o sucesso do Sidereus Nuncius, Galileu julgou que chegara a hora de se pronunciar a favor de Copérnico.

Ele o fez num texto publicado em 1613, Istoria e dimostrazione intorno alle macchie solari (História e demonstração sobre as manchas solares). Seu discretíssimo elogio do sistema copernicano não ocupou mais do que três linhas no final da obra. Foi o suficiente, porém, para assanhar os acadêmicos aristotélicos. Um deles, Lodovico delle Colombe, escreveu um tratado no qual, com base em citações da Bíblia, negava o movimento da Terra. Em plena Idade Média, e trabalhando com idéias que vinham desde a Antigüidade, o grande filósofo cristão João Escoto Erígena (século 9) sustentara que cada passagem das Sagradas Escrituras admitia inúmeras interpretações. É uma incrível prova de decadência intelectual que, 700 anos mais tarde, os acadêmicos italianos regredissem a uma leitura literal e ingênua do texto bíblico.

Galileu poderia ter simplesmente ignorado esse tolo falatório, que em nada abalava sua reputação. Possuía, porém, um temperamento exaltado e resolveu polemizar com os adversários no perigoso terreno da teologia. Num texto que ficou famoso, a Carta à Grã-Duquesa Cristina de Lorena, dirigida à mãe de Cosimo II, escreveu: "A Sagrada Escritura e a natureza vêm, todas as duas, da palavra divina. Mas, enquanto a Bíblia, acomodando-se à inteligência do comum dos homens, fala, na maioria dos casos e com razão, a partir das aparências, e emprega termos que não são destinados a expressar a verdade absoluta, a natureza se conforma, rigorosa e invariavelmente, às leis que lhe foram dadas. Não se pode, apelando aos textos das Escrituras, colocar em dúvida um resultado manifestamente adquirido por observações seguras e provas suficientes".

Esse argumento seria adotado, no século 19, pela própria Igreja. Na época, porém, só fez aumentar ainda mais o número dos inimigos de Galileu. Enquanto continuava a ser intensamente adulado por cardeais cultos e sofisticados, como Matteo Barberini, o cientista tornou-se alvo de ataques de padres ignorantes, cujas pregações exerciam forte impacto emocional sobre os fiéis.

A traição dos padres
Loucos para ver a lenha queimar, os dominicanos do Convento de São Marcos, em Florença, encaminharam uma cópia da carta, com duas passagens deliberadamente adulteradas, à apreciação do Santo Ofício – a temível Inquisição, que, entre tantos outros, já havia enviado à fogueira o filósofo Giordano Bruno.

O poder da Igreja encontrava-se, então, seriamente ameaçado pela propagação da Reforma protestante. Nessa conjuntura de crise, o conservador papa Paulo V resolveu agir de maneira rápida e truculenta, como era seu costume. Em 24 de fevereiro de 1616, atendendo a determinações expressas do papa, o tribunal do Santo Ofício colocou o tratado de Copérnico De revolutionibus orbium coelestium (Sobre a revolução dos corpos celestes) no index dos livros proibidos. E condenou o modelo heliocêntrico como "absurdo e herético" e a teoria do movimento de rotação da Terra como "errônea na fé".

Protegido pela fama, por amigos influentes e pelo prestígio político da família Medici, Galileu não foi sequer citado no processo. Dois dias depois da sentença, porém, o cardeal Roberto Bellarmino, presidente do tribunal, o chamou ao seu gabinete e o intimou, em nome do papa, a "abandonar inteiramente" sua opinião e "abster-se de sustentá-la de qualquer maneira", sob pena de "ser submetido a processo diante do Santo Ofício". Galileu prometeu obedecer. Ficou sete anos sem escrever nada de importante. Mas o ressentimento o consumia por dentro. Em 1623, publica Il Saggiatore (O Ensaiador), no qual, retrocedendo à interpretação de Aristóteles e contra a correta opinião de Ticho Brahe, negava que os cometas fossem corpos celestes reais e os qualificava como simples ilusões de óptica, causadas pela reflexão dos raios solares sobre emanações que se elevavam nas altas camadas da atmosfera. O que o levou a cometer esse erro científico foi um dogma, herdado da antiga cosmologia grega, do qual Galileu jamais se libertou: a idéia de que todos os astros deviam percorrer trajetórias rigorosamente circulares, com velocidades constantes. Algo que não se ajustava, de forma alguma, ao movimento acentuadamente excêntrico dos cometas.

O Saggiatore foi escrito como uma áspera crítica ao astrônomo jesuíta Horacio Grassi, membro do Collegium Romanum e partidário de Ticho Brahe. Mas não havia em seu texto nada que desafiasse a proibição do Santo Ofício. No mesmo ano de 1623, porém, os ventos viraram subitamente a favor de Galileu. Ninguém menos do que Matteo Barberini, seu grande admirador, acabava de ser eleito papa, adotando o nome de Urbano VIII. Inteligente e culto, mundano e politiqueiro, vaidoso e cínico, Barberini dizia saber mais do que todos os outros cardeais juntos. Em 1616, opôs-se ao decreto do Santo Ofício e intercedeu a favor de Galileu. Em 1620, dedicou-lhe o poema Adulatio Perniciosa (Perigosa Adulação). Depois de eleito papa, chamou-o à sua presença, cumulou-o de favores e manteve com ele seis longas conversações.

Apesar dos argumentos de Galileu, o novo papa recusou-se a revogar o decreto de 1616. Mas encorajou o cientista a escrever o que quisesse em defesa do sistema copernicano, desde que evitasse argumentos teológicos e o apresentasse como uma hipótese matemática, que, sem ser necessariamente verdadeira, explicava a contento certos fenômenos. Galileu botou mãos à obra e passou seis anos redigindo um novo tratado. 

Desafio à Inquisição
Por várias vezes, colocou-o de lado, talvez inseguro quanto à solidez do apoio papal. Porém, pressionado por seus numerosos amigos e discípulos, acabou finalizando a obra que o levaria a um novo e dramático confronto com a Inquisição: o Dialogo sopra i due massimi sistemi del mondo (Diálogo sobre os dois maiores sistemas do mundo), no qual compara os modelos de Copérnico e Ptolomeu. A obra foi concluída em 1630, mas só obteve licença para publicação em 1632. Ela se apresenta na forma de um diálogo entre três personagens: Salviati, um cientista brilhante, que encarna o próprio Galileu; Sagredo, um homem prático e inteligente, que desempenha o papel de mediador; e Simplício, um simpático porém ingênuo defensor de Aristóteles e Ptolomeu. As conversações desenvolvem-se em quatro jornadas, realizadas no palácio de Sagredo, em Veneza.

Há nelas momentos brilhantes, como a crítica à idéia da diferente composição material da Terra e do céu. Ou a refutação do argumento de que, caso a Terra se movesse, qualquer coisa que não estivesse firmemente atada a ela seria deixada para trás. Mas, apesar desses pontos altos, o Dialogo é mais uma obra de popularização do que um tratado científico.

Mão sobre a Bíblia
Galileu não oferece nele nenhuma prova conclusiva a favor de Copérnico. E, para atingir o público leigo, apresenta uma versão extremamente simplificada da teoria copernicana. Desconsiderando a reforma do sistema heliocêntrico realizada por Kepler (leia quadro), ele descreve um modelo no qual a Terra e todos os planetas se movem em redor do Sol, em trajetórias circulares e com velocidades constantes. E omite todos os artifícios matemáticos que Copérnico foi obrigado a utilizar para ajustar essa concepção ideal às observações astronômicas reais.

De qualquer forma, não foi por seus aspectos científicos que o Dialogo caiu nas garras afiadas da Inquisição. Mas por uma questão política, ou, mais precisamente, de natureza pessoal. É que, ao final do debate, Galileu introduziu, numa fala de Simplício, uma frase do próprio Urbano VIII. Quando encorajou o cientista a apresentar o sistema copernicano, o papa afirmou que o fato de uma hipótese explicar bem certos fenômenos não significava que ela fosse necessariamente verdadeira, porque Deus podia muito bem ter produzido os mesmos fenômenos por meios totalmente diferentes e incompreensíveis para a mente humana. Sem citar nominalmente o papa, Simplício afirma que esse argumento provinha "da mais eminente e douta pessoa, diante da qual era preciso cair em silêncio". Ao que os outros dois debatedores imediatamente se declaram silenciados por "essa admirável e angélica doutrina". 

A ironia passou despercebida pelos olhos do censor eclesiástico. Mas Urbano VIII ficou uma fera ao tomar nas mãos o livro impresso e reconhecer suas palavras na boca do tolo Simplício. Mais do que qualquer argumento a favor de Copérnico, foi essa irreverência de Galileu que causou sua perdição. A venda do Dialogo foi imediatamente suspensa e o cientista intimado a comparecer perante a Inquisição. Pouco valeu, desta vez, a intervenção dos amigos. E, graças à equivocada polêmica com Grassi, ele já não contava mais com o decisivo apoio dos jesuítas. Idoso e doente, foi obrigado a viajar a Roma. Ao final dos interrogatórios, foi considerado "veementemente suspeito de heresia". E, no dia 22 de junho de 1633, vestindo trajes de penitência, de joelhos e com a mão sobre a Bíblia, teve que recitar, perante o tribunal, a horrível fórmula da abjuração: "Abjuro, maldigo e detesto os citados erros e heresias...". Numa insuportável manifestação de arrogância, a Igreja humilhava o homem e se atribuía o direito de decidir o que a ciência podia ou não dizer. 

O
 amante


Galileu nasceu em Pisa, no dia 15 de fevereiro de 1564. Filho de um intelectual de idéias avançadas, recebeu esmerada educação artística. Na juventude, compôs poemas e escreveu ensaios sobre literatura e artes plásticas. 

Amigo dos prazeres da vida, teve diversos relacionamentos amorosos. Maria Gamba, sua companheira na cidade de Pádua, deu-lhe três filhos: Virgínia (1600), Lívia (1601) e Vincenzo (1606).

Tratamento camarada
Apesar disso, graças ao seu prestígio e relações pessoais, Galileu desfrutou de um tratamento excepcionalmente brando, para os padrões da Inquisição. Ao contrário do que se pensa, não foi torturado, nem lhe foram mostrados os instrumentos de tortura, como era praxe nesses casos. Dos dez juízes do tribunal, três se abstiveram na hora de pronunciar a sentença, inclusive o cardeal Francesco Barberini, irmão do papa. Depois da abjuração, recebeu uma pena de prisão ordinária e a ordem de recitar, uma vez por semana, os sete salmos da penitência. A pena foi revogada no mesmo dia pelo papa e até a recitação dos salmos foi transferida para a filha mais nova do cientista, que era freira.

A punição, mesmo assim, abalou ainda mais a saúde de Galileu. Mas não destruiu seu ímpeto criativo. Longe da excitação intelectual da corte dos Medici e das perigosas polêmicas sobre os modelos do mundo, na calma campestre de sua villa particular em Alcetri, perto de Florença, ele retomou seus velhos estudos de cinemática, a disciplina que investiga o movimento dos corpos. Em 1638, aos 74 anos, publicou seu mais importante tratado científico, os Discorsi intorno a due nuove scienze (Discursos sobre duas novas ciências), no qual, entre outros tópicos, discute a estrutura da matéria, a queda livre dos corpos e a trajetória dos projéteis. Cego e entrevado pela artrite, ele viveu ainda quatro anos. Cercada pela reverente atenção de discípulos ilustres, como Castelli, Cavalieri, Torricelli e Viviani, a chama de sua inteligência brilhou até o fim. 

Os modelos cosmológicos de Ptolomeu e Copérnico estiveram no centro do confronto entre Galileu e a Igreja. Tanto num sistema como no outro, os astros seguem trajetórias circulares, com velocidades constantes. Para adaptar essa concepção ideal aos dados reais, Ptolomeu e Copérnico foram obrigados a usar vários truques. Um deles: fazer os corpos celestes percorrerem pequenas circunferências (epiciclos), que eram arrastadas em órbitas circulares maiores (deferentes). 

A cosmologia só se livrou destes e de outros artifícios quando Kepler constatou que as trajetórias dos planetas eram elípticas – e não circulares – e suas velocidades variavam ao longo da órbita. Com base nessas descobertas, ele realizou uma reforma radical do modelo copernicano. Apesar de conhecer a obra de Kepler, Galileu jamais abriu mão da idéia da circularidade dos movimentos celestes. 

Na teoria de Copérnico, a Terra se move em torno do Sol. Mas seus dados foram corrigidos pelas observações de Ticho Brahe. Com base nelas e em seus próprios cálculos, Kepler reformou radicalmente o modelo copernicano e chegou a uma descrição realista do sistema solar. 

O movimento da Terra era negado pelos partidários de Aristóteles e Ptolomeu. Eles diziam que, caso a Terra se movesse, as nuvens, os pássaros no ar ou os objetos em queda livre seriam deixados para trás. Galileu combateu essa idéia, afirmando que, se uma pedra fosse abandonada do alto do mastro de um navio, um observador a bordo sempre a veria cair em linha reta, na vertical. E, baseado nisso, nunca poderia dizer se a embarcação estava em movimento ou não. Caso o barco se movesse, porém, um observador situado na margem veria a pedra descrever uma curva descendente – porque, enquanto cai, ela acompanha o deslocamento horizontal do navio. Tanto um observador quanto o outro constataria que a pedra chega ao convés exatamente no mesmo lugar: o pé do mastro. Pois ela não é deixada para trás quando o barco se desloca. Da mesma forma, se fosse abandonada do alto de uma torre, a pedra cairia sempre ao pé da mesma – quer a Terra se mova ou não.

O cardeal Bellarmino presidiu o tribunal que proibiu a teoria copernicana. Culto e moderado, ele conseguiu poupar Galileu. Estimulado pelo novo papa Urbano VIII, seu grande admirador, o cientista voltou à carga. Mas o vaidoso papa sentiu-se ridicularizado num livro de Galileu. E isso motivou sua condenação.

O percurso das balas de canhão e a queda dos corpos também foram estudadas por Galileu. Ele demonstrou que a curva descrita pelos projéteis é um arco de parábola e que os corpos caem em movimento uniformemente acelerado. Segundo as biografias romanceadas do cientista, ele teria realizado um experimento que desmoralizou definitivamente a física aristotélica. Subindo ao alto da torre de Pisa, deixou cair, no mesmo instante, dois corpos esféricos de volumes e massas diferentes: uma bala de mosquete e outra de canhão. Contra as expectativas dos acadêmicos aristotélicos, que apostavam na vitória da bala de canhão e na derrota do cientista, os corpos chegaram rigorosamente juntos ao chão. O historiador da ciência Alexandre Koyré demonstrou que, assim como muitos outros mitos que enfeitam os relatos sobre a vida de Galileu, a famosa experiência de Pisa jamais ocorreu. Ela foi, na verdade, um experimento mental, que o cientista realizou no recesso de sua consciência, e não um ruidoso espetáculo público. Sabia-se, desde o final da Idade Média, que a velocidade dos corpos aumentava à medida que eles caíam. E também se conhecia a lei matemática que descreve os movimentos uniformemente acelerados. O mérito de Galileu foi juntar as duas coisas e mostrar que, descartada a resistência do ar, todos os objetos caem com a mesma aceleração. 

A
 punição


A condenação de Galileu representou um enorme trauma nas relações entre ciência e religião. Lentamente, a Igreja procurou corrigir o seu ato. Em 1893, na encíclica Providentissimus Deus, o papa Leão XIII adotou o modo de interpretação da Bíblia proposto por Galileu. 

Em 1992, o papa João Paulo II reconheceu formalmente o erro cometido – resultante, segundo ele, de "uma trágica e recíproca incompreensão".